segunda-feira, 26 de julho de 2010

O sofrimento nos fortalece

 

   Nossa visão limitada dos acontecimentos da vida, às vezes, não nos permite entender os mecanismos divinos na coordenação da Sua obra.
Quando vemos um pequeno ramo verde romper a terra firme e elevar-se na direção do sol, buscando instintivamente a luz, não compreendemos quais são os objetivos divinos para a pequena planta.
   Passados alguns dias, voltamos a atenção para o pequeno ramo e nos surpreendemos...
   Já não é mais um raminho, está mais forte. Contudo, o vemos agora ser açoitado por rajadas de vento, por chuvas torrenciais ou pelo sol escaldante.
   A pequena planta se dobra... É jogada de um lado para o outro. Algumas folhas, ainda frágeis, não resistem, desprendem-se do galho e são levadas...
   A chuva castiga, o sol maltrata, mas a pequena árvore não sucumbe.
   Dentro de alguns anos o tronco estará mais firme, já não se dobrará tanto com os açoites do vento, e as raízes buscaram sustentação no solo generoso.
   E nesse fenômeno da natureza os objetivos do Criador se cumprem... 
   A semente se converte em planta, que se faz árvore, floresce, frutifica e espalha novas sementes que germinarão e frutificarão.
* * *
   Como ocorre com a árvore, nós também passamos por momentos em que sentimos, no corpo e na alma, os açoites do vento cruel dos sofrimentos.
   Outras vezes, são as tempestades de problemas que testam a nossa resistência...
   Em outros momentos é o sol escaldante da solidão, do desalento, fazendo-nos exaustos e desejosos de nos deixar cair para não mais levantar...
   Ainda aí, devemos nos espelhar nos exemplos da natureza.
   A árvore somente se mantém em pé porque se faz flexível diante dos embates.
  Enquanto o vento a faz dobrar-se, as raízes se firmam no solo, tornando-a mais forte e resistente. 
  Mesmo quando as baixas temperaturas do inverno lhe crestam a ramagem, ela não desiste, permanece em pé, aparentemente vencida, para, logo mais, enfeitar-se novamente com folhas e flores e continuar em busca do sol, sua fonte de vida.
  Pensando a respeito dessas singelas experiências da natureza, poderemos entender os objetivos do sofrimento em nossas vidas.
  Jesus, o Espírito mais sábio de que a Terra teve notícias, alertou que nada há oculto que não venha a ser descoberto. Essa é a realidade da qual não poderemos fugir, por mais que tentemos.
  Assim sendo, é decisão inteligente de nossa parte agirmos de tal forma que, se forem divulgados nossos pensamentos e atos, de nada tenhamos que nos envergonhar.
  Em outras palavras, é importante que nossa vida seja um livro aberto, do qual não tenhamos de arrancar nenhuma página ou adulterar nenhuma linha, na tentativa de enganar a ninguém, muito menos de enganar a Deus.
* * *
  Uma das causas de sofrimento dos Espíritos é o fato de perceberem que os equívocos cometidos não se apagaram com a morte.
  Muitos tentam fugir de suas vítimas, que os aguardam no além-túmulo, ou fugir de si mesmos, tamanha a carga negativa que acumularam na própria consciência.
  Assim, enquanto estamos a caminho, repensemos nossos valores, nossas atitudes.
  E se percebermos que não estamos agindo de acordo com a sã consciência, corrijamos o nosso passo, para nosso próprio bem.

 

 

Redação do Momento Espírita.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Livre Arbítrio

Conhecereis a Verdade e a Verdade vos tornará livre.

            O livre arbítrio é a faculdade que permite ao homem edificar, conscientemente, o seu próprio destino, possibilitando-lhe a escolha, na sua trajetória ascensional, do caminho que desejar.
            Limitado a princípio, vai-se expandindo à medida que o homem cresce em espiritualidade .
            Quanto mais evoluído o ser, mais amplo o seu livre arbítrio, maior o seu direito de fazer certas escolhas, no campo da vida, assumindo assim, apouco e pouco, o comando definitivo de sua ascensão .
            Livre arbítrio e responsabilidade individual desenvolvem-se, simultâneamente, no aprendizado humano.
            O homem de evolução primária tem o livre arbítrio limitado, restrito .
            Equivale ao sentenciado que a lei pune, sem transigências, submetendo-o à reclusão onde melhor convenha aos interesses da lei e da sociedade.
            A sociedade e a lei não confiam nele .
            O homem de evolução mediana tem sua esfera deliberativa menos restrita.
            Corresponde ao recluso que, submetido à disciplina dos códigos, recebe dos códigos certas concessões, geralmente atribuídas aos que, no cumprimento de suas penas, demonstram boa vontade e obediência, respeito e compreensão.
            O homem evolvido é o ex-sentenciado, o que já se libertou e corrigiu .
            Provas e expiações, disciplinações e corretivos foram-lhe o caminho para a libertação definitiva.
            Nada mais deve à lei e colabora, na sociedade, para que se restaurem a justiça e a fraternidade, a harmonia e o progresso.
            E' livre para agir, porque discerne o bem do mal, a verdade da mentira, a luz da sombra.
            Conhecendo a Verdade, a Verdade o fêz livre.
            De sua atuação resultam o trabalho e a prosperidade, o fortalecimento e a segurança das peças que constituem, que formam o maquinismo das coletividades .
            Um dia, no curso dos milênios, o nosso livre arbítrio se harmonizará plenamente com a Verdade Total, com as deliberações superiores .
            Nesse dia saberemos executar, com fidelidade, o pensamento do Cristo, Mestre e Senhor Nosso.

* * *

            Nesse dia, do qual ainda distamos muito, diremos com o apóstolo da gentilidade: "Não sou eu quem vive, mas o Cristo que vive em mim."
            Tal se dará quando tivermos superado as imperfeições.
            Quando nos integrarmos, em definitivo, pelo coração e pela inteligência, nos preceitos morais e fraternistas do Evangelho.
            Sem aquisições elevadas, com base nos ensinos do Celeste Enviado, a liberdade nos leva a quedas e fracassos, que redundam, geralmente, em clamorosos débitos e amargas expiações.
            Abusando da força - esmagamos os fracos .
            Exorbitando do poder, através da liberdade mal dirigida - oprimimos os humildes.
            Utilizando mal a inteligência - confundimos os menos esclarecidos.
            Se o livre arbítrio é faculdade que se origina, em princípio, de aquisições intelectivas, o coração bem formado contribuirá, sem dúvida, para que seja ele exercido segundo os padrões da moral e da fraternidade, garantindo, no Grande Porvir, o triunfo do Espírito Imortal.
            O livre arbítrio do homem não evoluído é como um espelho que o lodo das imperfeições desnatura, por algum tempo.
            O livre arbítrio do homem de evolução mediana é como uma madrugada que espera o beijo do Sol.
            O livre arbítrio do homem evolvido - do que se libertou da ignorância - é como a face tranquila de um lago, onde se refletem, no esplendor de sua radiosidade, os luminosos raios do astro-rei.

Martins Peralva

extraído do livro Estudando o Evangelho - À Luz do Espiritismo - 2º ed. FEB

terça-feira, 13 de julho de 2010

Como é um centro espirita

   De acordo com muitos organizadores de centros espírita espalhados em todo o país, relatam que se têm muitas ideia erradas em relação de como funciona um centro espírita, sendo este a formação de um grupo de pessoas que contam com interesse na doutrina espírita, tendo o interesse em praticá-la, em estudá-la e também divulgá-la. O espiritismo possui um objetivo e caráter cultural, sendo a sua divulgação realizada com a finalidade de praticá-la a partir da fraternidade entre todos. Em relação os espíritas, estes são pessoas comuns, que possuem empregos, obrigações sociais, famílias e que em seus tempos livres se dedicam a esta doutrina, de forma gratuita, tendo apenas o objetivo de praticar o espiritismo, sendo que esta não é uma atividade paga, recebe-se apenas donativos por sua realização.

   Geralmente, o centro espírita possui sócios fundadores como pessoas beneméritas, as quais estão ligadas perfeitamente à esta doutrina, auxiliando na manutenção do mesmo e de suas atividades, sendo estas diversas, como atendimento ao público, ajuda a famílias carenciadas, grupo de jovens, grupos de estudo do espiritismo, conferências semanais, reunião de intercâmbio com o mundo espiritual e fluidoterapia. Todas estas atividades acontecem em um local onde as pessoas podem colocar os seus problemas em questão, conversar, solicitar ajuda de ordem espiritual, esclarecer dúvidas sobre a doutrina, enfim, é um espaço em quem o tema abordado está relacionado à luz do espiritismo. Geralmente, os Centros Espíritas oferecem um curso básico sobre a doutrina, se tornando assim um grupo de estudo que se prepara para começar a frequentar as sessões de espiritismo, oferecendo assim informações relacionadas a esta doutrina, sendo algo gratuito, assim como todas as atividades realizadas pelo centro espírita. Desta forma, cada centro espírita possui um horário diferente, sendo que há horários que são criados para maior comodidade e de acordo com a necessidade dos alunos.

   Se você ficou interessado nesta doutrina, saiba que você também pode participar, isto é, qualquer pessoa que deseja começar a frequentar estes tipos de atividades oferecidas pelo centro espírita poderá fazê-lo livremente, sendo que você pode frequentá-lo ou não, desistir ou não. Você ainda tem a possibilidade de oferecer opiniões, colocar assuntos em questão independente da sua idade, cor, sexo, filiação partidária e/ou religiosa, já que para os espíritas todo homem é irmão, e é assim que todos são tratados.

domingo, 27 de junho de 2010

Desencarnação

A existência terrena é delimitada por dois extremos:
O nascimento e a morte.
O primeiro corresponde à chegada do Espírito no plano físico.
Os homens preocupam-se muito com esse instante.
Enxovais são preparados, quartos são arrumados, as famílias se engalanam para receber seus novos membros.
Isso é bom e correto, pois o ressurgimento na esfera carnal constitui uma bendita oportunidade de trabalho e progresso para aquele que nasce e para a família que o recebe.
Em geral, não se trata exatamente de um novo membro, mas de um antigo e querido companheiro de lutas que retorna.
Já o que se chama morte é o retorno do Espírito ao seu ambiente de origem.
Todo homem é um Espírito que habita temporariamente um corpo.
O organismo físico se desgasta, envelhece, adoece e morre.
Mas o Espírito vive e evolui para sempre.
A verdadeira pátria corresponde ao plano espiritual.
Toda existência terrena é eminentemente transitória.
Estranhamente, ao contrário do que se dá com o nascimento, em regra há pouco preparo para o fenômeno da morte, ou desencarnação, como chamamos.
Esse tema é envolto em tabus e fantasias, como se não fosse algo natural.
E constitui um fato inexorável.
Toda criatura, mais cedo ou mais tarde, verá seu corpo físico perecer.
Não há providência possível contra isso.
Por ser um fenômeno natural, deve ser tratado com naturalidade e calma.
Como todos morrerão um dia, nenhuma separação é definitiva.
O ente querido que morre apenas retorna antes ao verdadeiro lar.
Embora se trate de algo natural, isso não implica negar a sua gravidade.
Ao nascer, o Espírito traz uma programação de vida, voltada ao seu progresso e burilamento.
Ao término da existência, ele faz um balanço de seu comportamento, de suas vitórias e fracassos.
O momento do encontro com a própria consciência pode ser terrível ou maravilhoso.
Tudo depende do comportamento adotado durante a existência terrena.
O corpo físico amortece enormemente as percepções e os sentimentos do Espírito.
Após a desencarnação, tudo se torna muito mais vívido.
A alegria de um Espírito pelo dever bem cumprido possui uma intensidade inimaginável para quem permanece vinculado à matéria.
Mas também o remorso e a vergonha que experimenta por erros cometidos atingem proporções lancinantes.
A ingenuidade humana muitas vezes afirma que a pessoa  descansa ou se liberta ao morrer.
Mas é difícil avaliar o que significa esse pretenso descanso para quem se permitiu semear dores e misérias na vida alheia.
Do mesmo modo, quem gastou o tempo enredando-se em vícios e maldades não experimenta qualquer libertação ao término da existência.
Quem morre não vai para o céu e nem para o inferno.
O céu e o inferno são estados de consciência, que cada qual cria para si com o próprio proceder.
A cada um conforme as suas obras, disse o Mestre Divino.
A lição é cristalina e não permite enganos.
O fenômeno da morte é natural, mas muito grave.
Ele constitui um momento de balanço, de aferição de méritos ou deméritos.
Assim, importa tratar do tema com serenidade e maturidade.
Não há qualquer milagre ou favor envolvido.
Para passar com tranqüilidade por esse momento, importa viver reta e dignamente.
Pense nisso.

 

Redação do Momento Espírita, com base no cap. 30 do livro Para uso diário, do Espírito Joanes, psicografia de Raul Teixeira, ed. Fráter.

sábado, 19 de junho de 2010

Repensar

Que Deus não permita que eu perca o
ROMANTISMO, mesmo sabendo
que as rosas não falam...

Que eu não perca o OTIMISMO, mesmo
sabendo que o futuro que nos espera
pode não ser tão alegre...

Que eu não perca a VONTADE DE
VIVER, mesmo sabendo que a vida é,
em muitos momentos, dolorosa...

Que eu não perca a vontade de TER
GRANDES AMIGOS, mesmo sabendo
que, com as voltas do mundo, eles
acabam indo embora de
nossas vidas...

Que eu não perca a vontade de AJUDAR
AS PESSOAS, mesmo sabendo que
muitas delas são incapazes de ver,
reconhecer e retribuir, esta ajuda...

Que eu não perca o EQUILÍBRIO,
mesmo sabendo que inúmeras
forças querem que eu caia...

Que eu não perca a VONTADE
DE AMAR, mesmo sabendo que a
pessoa que eu mais amo pode
não sentir o mesmo sentimento
por mim...

Que eu não perca a LUZ E O BRILHO
NO OLHAR, mesmo sabendo que
muitas coisas que verei no mundo
escurecerão meus olhos...

Que eu não perca a GARRA, mesmo
sabendo que a derrota e a perda são
dois adversários extremamente
perigosos...

Que eu não perca a RAZÃO, mesmo
sabendo que as tentações da vida
são inúmeras e deliciosas...

Que eu não perca o SENTIMENTO
DE JUSTIÇA, mesmo sabendo que
o prejudicado possa ser eu...

Que eu não perca o meu FORTE
ABRAÇO, mesmo sabendo que um
dia meus braços estarão fracos...

Que eu não perca a BELEZA E A
ALEGRIA DE VER, mesmo sabendo
que muitas lágrimas brotarão dos
meus olhos e escorrerão
por minha alma...

Que eu não perca o AMOR POR MINHA
FAMÍLIA, mesmo sabendo que ela
muitas vezes me exigiria esforços
incríveis para manter a sua
harmonia...

Que eu não perca a vontade de DOAR
ESTE ENORME AMOR que existe em
meu coração, mesmo sabendo que
muitas vezes ele será submetido
e até rejeitado...

Que eu não perca a vontade de SER
GRANDE, mesmo sabendo que o
mundo é pequeno...


E acima de tudo...

 

Que eu jamais me esqueça que
DEUS ME AMA INFINITAMENTE !

Que um pequeno grão de ALEGRIA e
ESPERANÇA dentro de cada um é
capaz de mudar e transformar
qualquer coisa, pois...

A VIDA É CONSTRUÍDA NOS SONHOS
  E CONCRETIZADA NO AMOR!


Francisco Cândido Xavier

Seja Feliz Sempre

 

Fonte: Mensagem enviada por e-mail pelo amigo PAULO DA SILVA